4 de outubro, rio Sao Francisco 510 anos de descobrimento

Foto: Vitorio Rodrigues

E ele continua pedindo socorro.


Carta ao São Francisco do Céu

Caro São Francisco do Céu

Moro aqui na Terra há bastante tempo como tu mesmo sabes, mas infelizmente os homens daqui ainda não tomaram conhecimento da minha importância para eles com todo o meu potencial para gerar riquezas, por conta disso, venho por meio da presente, prestar-lhe minhas queixas pelos maus tratos que venho sofrendo há mais de 500 anos. Como todos sabem tu és muito mais novo do que eu, enquanto eu nasci há mais de 60 milhões de anos tu nascestes há apenas 1.800, embora tenhas ficado conhecido do povo deste planeta primeiro do que eu, por ter se tornado o santo padroeiro da ecologia. Mas isso não importa, o que eu quero mesmo é que tu uses teu prestígio junto a Deus para me ajudar a continuar vivo, regando a terra, proporcionando vida a todos os seres animais e vegetais.

Quando eu nasci, nasceram também meus irmãos nas mesmas elevações das Gerais como o Tocantins, o Paraná, o rio Doce e muitos outros. Só que eles tomaram rumos diferentes do meu, uns foram para o Atlântico Norte, outros para o sul e outros para o leste. Enquanto eu parti do meu berço e inicialmente segui em direção norte, assim como meu irmão Tocantins, mas depois resolvi socorrer as terras secas desse meu Nordeste onde vivo até hoje.

Até 1.500 anos depois de Cristo eu vivia tranqüilo sem sofrimento, nem os homens nativos me agrediam, eles só me usavam para navegar, pescar e tomar banho uma ou duas vezes por ano. Mas quando chegou 1.501 d.C, um tal de Américo  Vespúcio, navegador italiano depois de achar o Cabo de Santo Agostinho, o rio São Domingos, rio São Miguel e outros santos mais, achou minha foz no litoral onde hoje é o estado de Alagoas. Até aquele dia eu me chamava OPARÁ, mas de lá para cá passaram a me chamar de Rio São Francisco, pois o achado aconteceu no dia 04 de outubro, dia esse que já te pertencia, e como bom italiano, Américo Vespúcio me rebatizou com seu nome, nos tornando xará.

Confesso que gostei da idéia, assim eu tenho um xará no céu para me defender, representado por sua estátua que toma conta de mim lá na Serra da Canastra em minhas nascentes. Só que os homens aqui na terra xará, não me respeitam e nem respeitam tua estátua que me observa dia e noite, eles só pensam em nos explorar para ganhar dinheiro, pois eles são muito gananciosos. É de lá, da Serra da Canastra, que eu saio do meu berço e sigo em direção norte e depois para o Nordeste. Com o meu leito em forma de arco, dou minhas águas e minha vida para mais de 14 milhões de brasileiros habitantes em minha bacia proporcionando muitas riquezas com a irrigação, a pecuária, a navegação, o turismo e tantos outros meios de vida. São cinco estados que eu beneficio diretamente com minhas águas. Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Há 501 anos eu estou a serviço dos homens de todas as raças, todas as cores, todas as crenças.

Há 501 anos eu estou sendo agredido, torturado, apanhando para ser cada vez mais útil. Eu estou sendo sugado como um grande oceano e respeitado como uma pequena torrente, sem muita importância.

Olha xará, logo que me acharam descobriram que havia ouro e diamante na parte mais alta do meu vale. Foi aí que começaram a me matar para saciar suas ganâncias por dinheiro. Escavaram minhas margens, assorearam meu leito, envenenaram minhas águas com produtos químicos usados para limpar os minérios que iam encontrando. Em alguns trechos, desviaram meu leito de tanto escavarem e não fizeram recuperação de nada que destruíram. Eu chorei, mas ninguém me socorreu!

Desmataram minhas margens para fazer carvão, para plantar pastagem, para fazer lenha para os vapores, deixando meus solos expostos aos agentes erosivos como o sol, as chuvas e os ventos. Eu chorei, e chorei muito, mas ninguém me socorreu!

Cidades e mais cidades foram construídas às minhas margens e usam minhas águas irracionalmente, desperdiçam cerca de 40 litros de cada 100 que levam de mim, o resto me devolvem depois de usada, em forma de esgoto sem tratamento. Eu continuo chorando e choro muito, mas ninguém me socorre!

Vieram às barragens para gerar energia, são muitas delas gerando progresso para os homens e o extermínio de muitas espécies de meus peixes, com a interrupção das piracemas. Eu estou chorando e chorando muito, mas ninguém se preocupa comigo!

Olha xará, a agricultura irrigada também chegou aqui por essas bandas por minha causa, e é ela quem mais consome minhas águas. Depois, me devolve por meio dos canais de drenagem misturada com os agrotóxicos usados sem critérios. Eu estou com medo, xará, estou pedindo socorro, mas ninguém me ouve, já estou rouco, debilitado. Para me consolar me chamam de Rio da Integração Nacional, Nilo Brasileiro, Grande Linha de Comunicação, Rio da Redenção Econômica, Velho Chico, Rio dos Currais, Chicão e outras coisas mais.

Grandes congressos e conferências são realizados em nome de minha revitalização, muitas festas, muitas comemorações, tudo aquilo de que eu não preciso eles fazem aqui na Terra. Eu não preciso de badalações, eu preciso  mesmo é que devolvam minha saúde, minha vida que está sendo ceifada pelos maus-tratos que me acompanham há mais de 500 anos.

Muitos dos meus tributários já morreram, e muitos outros estão morrendo, pouco a pouco eu estou ficando largo e raso por causa das erosões e do assoreamento, minhas águas evaporam acima da média pluviométrica, eu tenho medo da morte.

Olha xará, mesmo com todo esse descaso dos homens eu não carrego rancor, porque ainda tenho uma grande esperança que tudo isso se reverta, quando nossas crianças de hoje forem homens, amanhã. Elas são muito mais sensíveis, respeitam mais a mãe natureza e sabe de uma coisa, Xará? Eu já descobri que elas gostam muito mais de mim do que os homens grandes. Por isso, eu estou confiante que elas vão me salvar. Ou então, só me resta te conclamar:

Meu xará, São Francisco do Céu! Intercedei junto ao Pai para que perdoe esses pecadores, pois eles não sabem o que fazem... mas, fazei com que eles aprendam, por que eu não agüento mais chorar, não tenho mais lágrimas, não agüento tantas agressões, estou secando, estou morrendo! Socorro!


Esta carta foi escrita há 10 anos e está publicada no Livro São Francisco da Terra, quando Vitório Rodrigues simulou o rio São Francisco prestando queixas a São Francisco de Assis pelos mus tratos que sofre desde quando foi achado pelo homem branco.

Lagoa do Calu, nenhuma árvore nativa do bioma

A Craibeira seria uma boa escolha para ser incluida no acervo arbóreo
Ontem, dia nacional da arvore, presenciei uma ação louvavel de crianças estudantes de Juazeiro Bahia, quando plantavam mudas de arvores no entorno da Lagoa do Calu em Juazeiro. Duarante a ação a TV Sao Francisco que havia me convidado para falar sobre a data, pediu que eu opinasse asobre aquela ação, eu prontamente respondi que apenas estava sentindo falta da presença de especies nativas do bioma caatinga, que precisa ser inserido na arborização urbana regularmente. Em Pernambuco, por exemplo, é obrigatorio a inserção de pelo menos 50% de especies nativas do bioma onde está inserida a cidade. Mas de qualquer forma parabenizamos as crianças que plantaram pelo menos 30 mudas de Nim indiano naquele espaço.

"Sejamos práticos e admitamos que nem sempre é possivel mantermos vivas todas as arvores que conhecemos, mas é sempre possivel plantarmos mais uma, duas, três ou mais..., façamos isso, a Natureza agradece. E nóz também".

Vitorio Rodrigues 

Petrolina - PE

Hoje, dia mundial da árvore

Ninguem lembra dos mandacarus e facheiros
Não esquaçamos que hoje (21),  é o dia mundial da arvore.
Sejamos praticos e admitamos que nem sempre é possivel mantermos vivas todas as arvores que conhecemos, mas é possivel sempre plantarmos mais uma, duas, três ou mais..., façamos que a natureza agradece.

Vitorio Rodrigues
Petrolina-PE

É melhor a esperança tarde de que o desengano cedo.

Pela primeira vez na história do país o Governo Federal decide investir recursos financeiros na melhoria do uso dos fornos de carvão e de lenha para combater a desertificação e promover a recuperação de áreas degradadas na região do semiárido do Nordeste brasileiro. Serão investidos mais de R$ 6 milhões em atividades relacionadas à fabricação de tijolos para a construção civil em fornos industriais e caseiros. A informação é do analista ambiental do Departamento de Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Padilha.

SEPUMA realiza audiência publica com auditório lotado


 
 A Secretaria de Planejamento e Urtbanismo em conjunto com a Secrataria de Ortdem Publica de Petrolina, realizam audiência publica dando inicio ao processo de revisão do Plano Diretor Territorial do municipio. O evento aconteceu num dos auditorios do Cetro de Convençoes com a participação de vários segmentos do do poder publico e da sociedade civil.

O prefeito Julio Lóssio fez a abertura dos trabalhos, em seguida uma rapida apresentação da metodologia que será aplicada pela esmpresa que foi contratada para a realização desse trabalho num periodo de nove meses. Depois, o Secretario de Planejamento Geraldo Junior e Marcelo Cavalcanti de Ordem Publica, conduziram o processo de formação do Nucleo Gestor que irá coordenar o prodesso de revisão.

O Nucleo Gestor foi formado de forma paritária, sendo 10 titulares  representes do poder publico, com respectivos suplentes e 10 titulares com igual numero de suplentes representando os diversos segmentos da sociedade civil organizada.

Com essa revisão, certamente algumas falhas constatadas no plano atual serão sanadas e darão melhores condições de aplicabilidade nos diversos setores desta e das demais gestões subsequentes de nosso município.


Educação Ambiental é rotina na AMMA

A Gerencia de Educação Ambiental/SUGAM/AMMA, em atendimento a solicitação de interessados, realizou nessa sexta-feira (02), pelo menos duas palestras sobre Educação Ambiental. A primeira foi às 9h00 na Igreja Evangélica Exército da Salvação. Na oportunidade o educador ambiental Vitorio Rodrigues, auxiliado pela estagiária de engenharia agricola ambiental, Auriane Brito, falou sobre os 5Rs do Consumo Ecoeficiente (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), finalizancom exebição de vídeo. O publico atendido era formado por pais e mães de alunos da escola mantida pela referida igreja.

Ás 19h00, foi a vez do aterndimento a Escola Estadual Antonio Nunes, no Projeto Bebedouro, onde mais de 100 alunos e professores estiveram presentes para participarem da palestra,, cujo tema foi "Meio Ambiente Inteiro", ou seja vários assuntos foram abordados pelo palestrante (conceitos, bioma, degradação, aniamis ameaçados de extinção, legislação ambiental e exibição de video). Na ocasião estiveram presentes a diretora de Monitoramento e Educação Ambiental, Minéia Góes e a jornalista Eneida Trindade.

Limpeza na orla I do rio São Francisco

Mediante uma parceria entre a Secretaria de Infraestrura e AMMA - Agencia Municipal de Meio Ambiente de Petrolina, a orla I do rio Sao São Francisco ganhou  hoje (05), uma limpeza geral com roço mecanico, roço manual, capina e retirada de entulhos que são jagados pelos carroceiros diarimente. É bom lembrar que já é a terceira vez que SEINFRA faz retirada de entulho só esse ano. daquela área. 

A ação coincidentemente foi realizada no segundo dia da Semana Mundial do Meio Ambiente, mas costumam ser durante o ano inteiro, principalmente educação ambiental por meio de palestras, incentivo a arbarização urbana e apoio as ações internas das escolas instaladas no municipio de Petrolina e municipios vizinhos.  

O cenário mostrado nas fotos abaixo não é mais o mesmo, agora o local se encontra limpo e será cercado para que os mal-feitores não consigam mais passar para despejar seus entulho na margem do rio, fazendo dele uma grande lixeira.