Baronesas no rio São Francisco, em Petrolina

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Plantas Aquáticas Invadem o Velho Chico
Do livro São Francisco da Terra.
Autor: Vitorio Rodrigues.

O aparecimento de plantas aquáticas no rio São Francisco, cuja população está tomando totalmente a margem do rio em Petrolina tem passado despercebida aos olhos das autoridades ambientais e políticas. Tenho acompanhado tais plantas há 5 anos, onde registrava suas presenças apenas nos meses de setembro a janeiro, quando o rio estava com menor fluxo de água. Porém, desde 2001 estas plantas passaram a aumentar demasiadamente, permanecendo o ano inteiro. Até 2001 eram duas espécies: a elódea (Elodea sp) e o aguapé (Eichhornnia sp). Em 2002, registrei a presença de uma terceira espécie, a cataia gigante (Polygonum lapathifolium).


Tais plantas são registradas em rios amazônicos e também no Pantanal. Provavelmente, foram introduzidas em nossa região a partir do esvaziamento da água contida no lastro das embarcações. Por exemplo: uma balsa cuja água de lastro foi captada num rio onde existia estas espécies transportou grãos até a nossa região e esvaziou a tal água aqui, trazendo sementes ou brotos destas espécies nesta água de, que ao ser jogada no rio São Francisco, fez proliferar estas plantas em nossa margem.


Este mecanismo de transferência de espécies exóticas tem preocupado a Organização Marítima Mundial (IMO), agência das Nações Unidas, que recomenda através da resolução A.868(20), que não se deve lastrar nas seguintes situações:


Em locais onde esteja ocorrendo o florescimento de algas. Em áreas com descarga de esgoto.

À noite, quando alguns organismos planctônicos migram para a superfície. Particularmente, o aguapé cresce em águas rasas e que tem grande quantidade de matéria orgânica. Suas raízes finíssimas abrigam microorganismos que filtram a sujeira orgânica da água. Logo, ela atua como um “filtro biológico”.

À primeira vista, isso nos sugere uma presença positiva, porém, tal planta nos denuncia duas situações ecologicamente graves: o Velho Chico está com um volume de água muito reduzido; a quantidade de esgoto não-tratado despejada em Petrolina e Juazeiro, que perfazem juntas cerca de 370 mil habitantes é enorme.


Um outro problema também pode surgir em decorrência do aumento destas plantas. Em meados de 2002, pudemos registrar a grande presença do caramujo, vetor da Esquistossomose, que antes não encontrava condições de sobrevivência na água corrente do rio. Mas, com a concentração das plantas, cujas raízes chegam a formar verdadeiras lagoas, formou-se um microambiente adequado para estes caramujos. A Esquistossomose é uma doença cujo parasita – o Schistosoma mansoni – penetra via pele, sendo hoje, uma das parasitoses que mais mata no Brasil e em outros países tropicais.


Profª. M.Sc. Mary Ann Saraiva Bezerra*
Bióloga, Mestre em Biologia Animal pela UFPE

Andrade, Vitorio Ridrigues de:

São Francisco da Terra , Petrolina SESC/PE, 2008

ISBN:978-85-60849-04-8.

Um animal silvestre ameaçado de extinção

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PICA-PAU-DE-COLEIRA



Ocorre na na Bahia ocorre, localmente, o (Celeus. torquatus tinnunculus). Vive em florestas de planícies, a até quinhentos metros de altitude. Ocorre nos substratos altos da mata. Pica Pau de Coleira (Wagler, 1829)

O habitat deste pica-pau, de cerca de 27 centímetros, é a mata alta nas florestas costeiras do sul da Bahia e norte do Espírito Santo. Há pouco tempo, sua presença foi confirmada na Estação Veracruz (Bahia), área importante para a preservação de espécies ameaçadas.


Este animal é raro e endêmico, isto é, não existe em nenhum outro lugar. É muito sensível às modificações do meio ambiente provocadas pelo homem. Quando isso acontece ele logo desaparece. Assim como outros membros da família, alimenta-se de insetos que encontra escavando os troncos das árvores.

Assim como outros membros da família, alimenta-se de insetos que encontra escavando os troncos das árvores.

Um animal silvestre ameaçado de extinção

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A Arara-Azul-de-Lear (Anodorhunchus leari) é uma das aves mais ameaçadas do mundo, estando presente no apêndice I da CITES (Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção), no qual lhe é dado o maior grau de proteção. Sua população hoje encontra-se estimada em 170 indivíduos na natureza, tendo relato de 19 em cativeiro.

São bem semelhantes à Arara-Azul-Grande (Anodorhunchus hyacinthinus), sendo menores que estas. Sua plumagem apresenta um azul pálido, mas nem por isso seu preço no comércio ilegal é inferior a outra espécie.

Hoje a espécie está restrita ao estado da Bahia (Raso da Catarina), onde predomina a caatinga, com clima semi-árido e chuvas raras mal distribuídas. Encontram-se abrigadas em paredões de arenitos onde passam a noite. São nas cavidades destes paredões que na época reprodutiva constróem seu ninhos.
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Um animal silvestre ameaçado de extinção

Jaguatirica, ocelote ou gato-do-mato é um felino cujo nome científico é Leopardus pardalis ou Felis pardalis, originariamente encontrado na Mata Atlântica e outras matas brasileiras. Distribuída por toda a América Latina, é encontrada também no sul dos Estados Unidos. De hábitos noturnos, passa a maior parte do dia dormindo nos galhos das árvores ou escondido entre a vegetação. Vivem aos pares, o que é raro entre os felinos.

As fêmeas têm de um a quatro filhotes a cada gestação. Supõe-se que se reproduzem a cada dois anos. O período de gestação varia de 70 a 95 dias. As fêmeas chegam à idade adulta em um ano e meio, os machos aos dois anos. Em cativeiro estima-se que viva cerca de 20 anos, é possível que viva menos na natureza.

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Zabelê: um animal da caatinga ameaçado de extinção

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O zabelê ou zebelê (Crypturellus noctivagus zabele), é uma ave brasileira da família dos tinamídeos, medindo entre 33 a 36 cm. É uma subespécie ou forma nordestina do jaó-do-litoral (Crypturellus noctivagus noctivagus) do litoral do sudeste e sul do Brasil, do qual difere principalmente pelo colorido mais pálido. É ave cinegética. Habita as matas de Minas Gerais, e Nordeste do Brasil, na caatinga, onde também é chamado de zambelê.

Alimenta-se de sementes, bagas, pequenas frutas, insetos e artrópodes. Uma característica na reprodução dessa espécie é a da formação de haréns de fêmeas, no período de acasalamento, que são fecundadas por machos solitários, fator que contribui para os resultados escassos obtidos nas tentativas de sua reprodução em cativeiro. Seus ovos possuem coloração verde-água, e a postura de 2 ou 3 deles. Seu canto consiste num forte piado com 3 ou 4 notas, sendo a primeira descendente, e as demais lineares. Segundo estudos em sonogramas, existem variações particulares entre as vocalizações de populações regionais dessas aves. Por causa da predação humana, o zabelê é um animal ameaçado de extinção.

Um animal da caatinga ameaçado de extinção

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O papagaio-verdadeiro, também conhecido pelos nomes de , acamatanga, papagaio-baiano, acumatanga, ageru, ajuruetê, ajurujurá, camatanga, curau, papagaio-comum, papagaio-curau, papagaio-de-fronte-azul, papagaio-grego e trombeteiro (Amazona aestiva), uma ave da família Psittacidae.

É encontrado em mata úmida ou seca, em beira de
rios e cerradões na Bolívia, Paraguai e Norte da Argentina. No Brasil, ocorre do Nordeste (Piauí, Pernambuco, Bahia), pelo Brasil central (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso), ao Rio Grande do Sul; ausente nas áreas litorâneas ao contrário de Amazona amazonica.

O papagaio-verdadeiro possui aproximadamente entre 35 e 40 cm de comprimento e pesa cerca de 400 g. Apresenta cabeça amarela, fronte e loro azuis, espelho alar, encontro das asas e base da cauda vermelhos. A cor da íris dos adultos é amarelo-laranja (macho) ou vermelho-laranja (fêmea, destacando-se um fino anel esterno vermelho), os imaturos têm íris marrom uniforme. O bico é negro no macho adulto. É uma das espécies mais belas e inteligentes de aves do planeta e sua expectativa de vida é de 80 anos. Os papagaios-verdadeiros também costumam repetir o que ouvem de seus donos.

Os papagaios são capturados clandestinamente e transportados para serem vendidos ilegalmente. A única maneira legal de possuir essa e outras aves da fauna brasileira é possuindo uma ave com anilha, documento, e ter a permissão do
IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Além da captura, se perdem ovos e muitos filhotes morrem no ato da retirada das aves dos ninhos, pois freqüentemente derruba-se a árvore, eliminando assim também os locais favoráveis para reprodução, como exemplo, as palmeiras velhas, que são os melhores locais para essas aves procriarem.

Um animal da caatinga ameaçado de extinção

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A caatinga é um bioma que se concentra na região nordeste do Brasil. Ocupando quase 12% do território nacional, ela cobre grandes faixas do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e também um pedaço do norte de Minas Gerais. Perfazendo uma área de 955.755,79 km2, em 1.280 municípios. Por vários fatores várias espécies de seus bichos estão ameaçadas de extinção. Hoje vamos falar do tatu-bola que já serviu tanto de alimentação para o homem caatingueiro, embora não tanta carne assim, que valha a pena o seu abate. Mesmo assim ser humano com seu instinto de destruição continua matando impiedosamente os que ainda restam.



Por conta disso, de acordo com a lista nacional das espécies de fauna brasileira ameaçada de extinção, publicada em maio de 2003, pelo Ibama, vivem no bioma 28 espécies ameaçadas de extinção, entre elas o Tatu-bola (Tolypeutes trinctus): considerado o menor tatu brasileiro, medindo de 22 a 27 centímetros, esse animal enrola seu corpo e fica parecido com uma bola quando se sente ameaçado. O que não é suficiente para se livrar das garras dos predadores.