O riacho Pontal que cruza o território do Município de Petrolina, Estado de Pernambuco Brasil, guarda em seu leito curiosidades em forma de gravuras rupestres e outras marcas deixadas pela Natureza pela ação erosiva no "bojo" do açude de Rajada, mas ainda não sabemos quando elas foram feitas. Mas segundo o arqueólogo da UNIVASF, Celito Kestering, podem datar entre 16.000 e 1.000 anos.
Este blog é mantido por Vitorio Rodrigues e tem por objetivo principal, divulgar materias relacionadas ao meio ambiente, a ecologia, a cultura e a noticias em geral. Como já revela o próprio nome, nossa intensão é valorizar as coisas da Natureza. E o principal alvo desses cuidados em nossa região é o rio São Francisco que sofre ha séculos com a degradação sem limite.
SITIO ARQUEOLÓGICO RAJADA I
PARA ONDE ESTÃO INDO AS ABELHAS
Por Roseane Albuquerque
ASCOM/AMMA/Petrolina - PE
Você pode até achar que a afirmação é um exagero, mas especialistas em todo o mundo já começam a se preocupar. As abelhas funcionam como agentes polinizadores e, se elas se extinguem, toda a cadeia alimentar fica seriamente comprometida. Frutas que comemos no dia a dia, por exemplo, passariam a inexistir ou, teriam que ser polinizadas manualmente, o que encareceria o produto para o consumidor. Todo esse cenário, inclusive, já chegou a ser desenhado por um dos maiores físicos de todos os tempos: Albert Einstein. Ele chegou a dizer que, sem abelhas, a humanidade só viveria por quatro anos.
“É uma questão que precisa ser levada a sério por todos. Muitos sequer conseguem imaginar a importância que esses insetos têm dentro da cadeia alimentar. Até a carne que se come ficaria comprometida, porque os animais não teriam com que se alimentar. É algo complexo e, assim como outros bens naturais, a gente deve se preocupar enquanto ainda há tempo”, destaca o ambientalista e membro do setor de Educação Ambiental da AMMA, Vitório Rodrigues.
Vários são os fatores que contribuem para a extinção destes insetos: a quantidade de agrotóxicos nas plantas, queimadas (que acabam com o habitat natural das abelhas), extração inadequada do mel, dentre outros. “A extração de forma irracional do mel, onde não é deixada nada para que as abelhas possam se alimentar até conseguir produzir mais alimentos e, além disso, na maioria dos casos os agentes destruidores retiram todas as larvas (filhotes) e jogam para fora das colméias, matando-os impiedosamente.
O mundo precisa se orientar em relação a este assunto, pois é muito mais sério de que se pode imaginar. Não precisa nem ser técnico no assunto para saber que quase todas as vidas animal e vegetal do planeta Terra dependem dos insetos, em especial das abelhas que são espécies mais numerosas de todos eles. Em outras partes do mundo, como na America do Norte e Europa, os cientistas têm verificado que as abelhas vêm sofrendo ataques de bactérias, vírus e fungos, causando a morte de milhares de colméias por inteiro. Pensando globalmente precisa-se agir localmente, desenvolvendo ações que venham de forma eficaz proteger esses bichinhos tão importantes para a manutenção da vida na Terra.
Em Petrolina foi criado o Programa de Proteção da Caatinga e nele prevê a criação de abelhas nativas dentro das reservas com objetivo de oportunizar a geração de renda para seus proprietários, mas o beneficio não se resume a isso e neste caso precisamos pensar na necessidade de se proporcionar o repovoamento das abelhas no bioma caatinga, sejam elas com ou sem ferrão”, acrescenta Rodrigues.
“Como órgão ambiental também temos essa função: a de despertar o debate sobre questões que venham a interferir na preservação e conservação do Meio Ambiente. Trazer à tona assuntos que possam entrar na pauta de instituições públicas, privadas, organizações não governamentais, enfim, para a sociedade como um todo”, enfatiza o diretor presidente da AMMA, Gleidson Castro.
Criação de abelhas nas UCCA´s- Uma das atividades estimuladas nas Unidades de Conservação da Caatinga (UCCA´s), implantadas este ano em Petrolina, diz respeito a criação de abelhas sem ferrão. A meliponicultura pode ser um bom investimento para o produtor e, também, pelo manejo adequado dos insetos, uma oportunidade de preservação da espécie. As mais comuns para a Caatinga são mandaçaia, manduri, cupira e moça branca.
Criação de abelhas nas UCCA´s- Uma das atividades estimuladas nas Unidades de Conservação da Caatinga (UCCA´s), implantadas este ano em Petrolina, diz respeito a criação de abelhas sem ferrão. A meliponicultura pode ser um bom investimento para o produtor e, também, pelo manejo adequado dos insetos, uma oportunidade de preservação da espécie. As mais comuns para a Caatinga são mandaçaia, manduri, cupira e moça branca.
“Há que se destacar também que as abelhas têm um importante papel na polinização de espécies vegetais. A criação de abelhas sem ferrão tem um manejo mais simples e possibilita com que o produtor possa agregar produtos em termos de beneficiamento, melhorando assim sua renda. Pode ser trabalhada a produção de mel, polen e venda de enxames para a recria”, destaca o assessor técnico da AMMA, Clefson Sena.
Uma das características desse tipo de criação é que o produtor não precisa de equipamento de segurança para o manejo. O mel que se obtem também tem um valor agregado maior. “Financeiramente falando, o mel da abelha sem ferrão é hoje o mais caro do mercado nacional. Por se tratar de um mel mais difícil de ser encontrado e conter propriedades medicinais e terapêuticas a procura vem aumentando cada vez mais. Ou seja, para o produtor rural é proporcionado um retorno econômico muito melhor do que produzir mel de outras abelhas”,acrescenta Sena.
Nas áreas das UCCA`s, os interessados em aderirem a esse tipo de atividade devem comprar as colméias de produtores já licenciados ou adquirirem abelhas de locais de desmatamento legal, munidos de autorização dos órgãos competentes. “Além disso, terão que participar de mini cursos com aulas práticas e teóricas que serão ministradas em várias etapas durante todo o ano”, pontua o técnico.
TALENTO NÃO TEM IDADE
O Sr. Pedro Rodrigues tem 89 anos e é tocador de sanfone pé-de-bode (08 baixos) que nada mais é que a precursora do acordeon atual. No programa malhadão do radialista Carlos Augusto, aos sabados na Radio Grande Rio AM de Petrolina Estado de Pernambuco, Pedro Rodrigues sempre está presente para mostrar o que sabe fazer com a pequena sanfoninha.
Pedro Rodrigues se não é o mais velho, mas é dos mais velhos músicos de Petrolina. è na verdade um patrimônio vivo da cultura nordestina.
EM PETROLINA A AMMA REUSA CAIXINHAS TETRA PAK NA PRODUÇÃO DE MUDAS
Em Petrolina - PE, a Agencia Municipal de Meio Ambiente/AMMA, mantem uma campanha de reuso de caixinhas tetra pak (leite, sucos, extratros etc) pra produzir mudas de plantas para arborização urbana e reflorestamento da caatinga. As caixinhas são recolhidas sempre nas sextas-feiras ou quando a pessoa que está ajuntando liga para o fone: 87.3861-4382.
Crie você também alguma coisa para ajudar o ambiente em que vivemos, a Natureza agradece.
LISTA DE ESPECIES ENCONTRADAS NA CAATINGA
Família
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Nome científico
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Nome vulgar
|
Caesalpiniaceae
Anacardiaceae
Aracaceae
Anacardeaceae
Caesalpiniaceae
Rhaninaceae
Anacardiaceae
Minosaceae
Fabaceae
Bignoniaceae
Anacardiaceae
Papilionoideae
Caesalpiniacea
Caesalpinoideae
---------o--------
Burseraceae
Caesalpiniaceae
Palamaceae
Mimosaceae
Bignoniaceae
Rutaceae
Cactaceae
Rubiaceae
Anacardiaceae
Capparaceae
Eufhorbiaceae
Mimosaceae
Mimosaceae
Mimosaceae
Ulmaceae
Mimosaceae
Mimosaceae
Anacardiaceae
Arecaceae
Myrtaceae
Bignoniaceae
Eufhorbiaceae
Eufhorbiaceae
Sapotaceae
Annonaceae
Apocynaceae
Eufhorbiaceae
Mimosaceae
Mimosaceae
Papilionaceae
Bignoniaceae
|
Cássia spectabilis
Mangifera
indica
Cocos
nucifera
Myracrodrum urundeuva
Hymenaea coubaril
Ziziphus joazeiro
Anacardium
occidentalis
Anadenanthera macrocarpa
Torresea
cearencis
Tabebuia áurea
Spondias
tuberosa
Erithrina velutina
Senna
excelsa
Caesalpina
férrea
Parkinsonia
aculeata
Cammifera
leptophloeos
Peoppígia
procera
Copernicia
cerifera
Piptadenia
moniliformis
Tabebuia
serratifolia
Citrus
aurantium
Cereus
jamacaru
Genipa americana
Schinopsis
brasiliensis
Crataeva
tapia
Manihot
glaziovii
Piptadenia
zehtneri
Ingá Vera subsp. Affinis
Pithecellobium
parvifolium
Celtis membranacea
Acácia
bahiensis
Mimosa
gemmulata
Anacardium
humile
Syagrus
coronata
Psidium
guajava
Tabebuia ovellanedeae
Phylanthus niruri
Cnidoscolus phyllacanthus
Bumelia
sartorum
Annona squamosa
Aspidosperma pyrifolium
Sapium
sp.
Mimosa
tenuiflora
Mimosa
arenosa
Geoffroea spinosa
Tabebuia
spongiosa
|
Canafístula rasteira
Mangueira
Coqueiro
Aroeira
Jatobarzeiro
Juazeiro
Cajueiro
Angico
Umburana
de Cheiro
Caraibeira
Umbuzeiro
Mulungú
Canafístula
Branca
Pau Ferro
Turquia
Umburana de Cambão
Muquém
Carnaubeira
Angico
de Bezerro
Pau
d‘arco Amarelo
Laranja
Mandacaru
Genipapo
Braúna/baraúna
Trapiá
Maniçoba
Angico
Liso
Ingá
Arapiraca
Juaí
Jurema
Branca
Jurema cor
de rosa
Cajuí
Licurí/ouricurí
Goiaba
Pau
d‘arco Roxo
Quebra
Pedra
Favela
Quixaba
Pinha
Pereiro
Burra
Leiteira
Jurema
Preta
Jurema
Vermelha
Marizeiro
Sete
Cascas
|
Tabela 02 – Arbustivas/herbáceas
Família
|
Nome científico
|
Nome vulgar
|
Cactaceae
Caesalpiniaceae
Caesalpiniaceae
Capparaceae
Bromeliaceae
Caesalpiniaceae
Astereceae
Lilliaceae
Chenopodiaceae
Cactaceae
Eufhorbiaceae
Loasaceae
Poaceae
------o--------
Mimosaceae
Eufhorbiaceae
Boraginaceae
Boraginaceae
Eufhorbiaceae
Myrtaceae
Erytroxylaceae
Eufhorbiaceae
Cactaceae
Bromeliaceae
Capparaceae
Caesalpiniaceae
Fabaceae
Passifloraceae
Caesalpiniaceae
Cactaceae
Capparaceae
Convolvulaceae
Eufhorbiaceae
Mimosaceae
Loasaceae
Malvaceae
Asclepiadaceae
Cyperaceae
Cyperaceae
Eufhorbiaceae
Eufhorbiaceae
Boroginaceae
Malvaceae
|
Harrisia
adscendens
Bauhinia
pentandra
Senna macronthera
Capparis cynophallophora
Bromélia
antiacantha
Senna obtusifolia
Clonocliniopsis
prasiifolia
Aloe barbadensis
Chenopodium
ambrosioides
Opuntia
fícus indica
Ricínius
communis
Mentzelia
áspera
Acácia langsdorfii
Cratilia mollis
Mimosa
pigra
Cróton
campestris
Cordia
verbenácea
Cordia
globosa
Jatropha
curcas
Myreia
sp.
Erytroxylum pungens
Cróton
sonderianus
Pilosocereus
gounellei
Neogloziovia
variegata
Cleone spinasa
Caesalpina pyramidalis
Dioclea grandiflora
Passiflora edulis
Bauhinia
forficata
Melocatus
zehtneri
Caparis
jacobinae
Mabea occidentalis
Cróton
conduplicatus
Acácia
farnesiana
Loasa rupestris
Bogenhardia
nemoralis
Calotropis procera
Ciperus lanceolatus
Eleocharis
caribaca
Cnidoscolus
urens
Jatropha
molissima
Heliotropium indicum
Sida cordifolia
|
Bugí
Unha de
Cabra
São
João
Feijão
Bravo
Macambira
Mata pasto
Rabo de
raposa
Babosa
Mastruz
Palma
Carrapateira/mamona
Amorosa
Unha-de-gato
Camaratuba
Calumbí
Velame
Moleque Duro
Moleque
Duro
Pinhão
Bravo
Goiabinha
Rompe Gibão
Marmeleiro
Xique-xique
Caroá
Mussambê
Catingueira
de Porco
Mucunã
Maracujá
Mororó
Coroa-de-frade
Icó
Pinhão
Manso
Canudo
Quebra
Faca
Coronha
Cansanção
Flor-de-seda
Tiririca
Junco
Urtiga
Malva
de lavar pratos
Crista de galo
Malva branca
(7)
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O MUNICÍPIO DE PETROLINA ESTADO DE PERNAMBUCO BRASIL E SUAS UCCAS
Petrolina Estado de Pernambuco Brasil, lançou através de lei própria, o Programa de conservação da Caatinga, pagando de forma gradativa aos proprietários que ingressarem no referido programa com área que vi de 05 a 50 hectares. Ou seja, quem cadastrar 05 ha receberá mensalmente o equivalente a 10% do salario minimo vigente no Pais e a cada 05 ha, mais 10% e finalmente, 50 ha 100% do salario minimo.
Para participar se faz necessário que a área esteja cercada com pelo menos 8 fios de arame farpado ou similar, que tenha 100% de cobertura vegetal nativa, que tenha animal domestico ou domesticado (apenas silvestres), titulo de propriedade etc. Os 10 primeiros que se cadastraram e teve suas áreas aprovadas, já estão recebendo.
Informações: 87.3861-4382 (AMMA - Petrolina).
Conselho aprova criação do Refúgio de Vida Silvestre Tatu Bola
Do porta gazzeta
O
Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) de Pernambuco,
aprovou na tarde de sexta-feira (29) a criação da nova unidade conservação
Refúgio de Vida Silvestre Tatu Bola. A maior área de proteção integral do
Estado, com 110 mil hectares será localizada no bioma Caatinga.
A nova unidade de
conservação de proteção integral a ser criada é considerada um marco histórico,
em Pernambuco e no Brasil, pela extensão e por ser a primeira a homenagear o
animal símbolo da Copa 2014,
o tatu-bola, e especialmente pela sua localização no Bioma Caatinga, informou a
Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE).
O secretário estadual de
Meio Ambiente e Sustentabilidade, que preside também o Consema, Carlos
Cavalcanti, destacou que a iniciativa permitirá a realização de mais ações com
o propósito de proteção e recuperação do Bioma Caatinga, a partir do Plano de
Manejo que logo deverá ser elaborado e do desenvolvimento dos arranjos
produtivos locais sustentáveis na região.
Segundo a Semas, em toda
a área mapeada do Refúgio de Vida Silvestre Tatu-Bola há ocorrência de espécies
endêmicas, raras, vulneráveis e ameaçadas de extinção, como o Tatu-bola.
Também, de pombais, redutos de ninhos feitos diretamente no solo da Caatinga,
que indica a necessidade de conservação do ambiente frágil.
“Tivemos todo o cuidado
técnico ao fazermos a análise do território, o diagnóstico das questões
fundiárias e da sua biodiversidade para que o êxito na perspectiva de criação
dessa nova unidade de conservação fosse, de fato, uma realidade a ser
consolidada nesta reunião do Consema e, posteriormente, por meio de um decreto
do governador”, informou.
SANTA MARIA – Na terça-feira (26),
agricultores, pecuaristas e representantes de assentamentos rurais e
comunidades quilombolas reuniram-se na Câmara de Santa Maria da Boa Vista a fim de participar da consulta
pública, promovida pela Semas e instituições parceiras, sobre a criação do
Refúgio da Vida Silvestre Tatu-Bola, que abrange os municípios de Petrolina,
Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. Na quarta-feira, a consulta aconteceu
em Lagoa Grande, também na Câmara Municipal.
[F] Osvaldo Santos e
Divulgação/Semas
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